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“É uma tragédia anunciada”, afirmam os moradores da Estrada Ribeirão Pires, localizada no Jardim Caçula. Desde janeiro os munícipes da via aguardam providências para a realização de obras no local.

Nossa reportagem conversou com moradores que relataram que a rua é aterrada e que depois das chuvas no inicio do ano que castigaram a cidade, parte da calçada desmoronou. “Estamos com medo. Depois que acontece uma tragédia é que a prefeitura vai olhar por nós, aí sim, vai vir televisão”, disse o morador Epifânio Luis Silva, mais conhecido como Lulinha.
Outra indignação dos moradores é em relação ao descaso da administração municipal. “Desde janeiro estamos sem ônibus e sem coleta de lixo, já que a prefeitura interditou a rua porque o tráfego de veículos contribui para deteriorar a via. Porém, a interdição foi mal feita já que somente em um lado da rua é proibido o tráfego de caminhões e o outro lado está livre. Além disso, muitos caminhoneiros derrubam os tubos colados pela Secretaria de Infra-Estrutura”, afirmou Lulinha.
A moradora Cleonice Pereira disse que aproximadamente 300 famílias dependem do ônibus.
“É um absurdo. Vejo pessoas deficientes e doentes, senhoras de idade com dificuldade para andar que necessitam do coletivo. Há anos conquistamos a nossa linha de ônibus, agora está impedida de transitar por causa do abandono do governo municipal”, indagou.
Segundo ela, alguns engenheiros da prefeitura já estiveram no local e até o prefeito em exercício, Edinaldo de Menezes, prometeu soluções. “Primeiramente disseram que não tem verba para realizar obras, agora dizem que precisa haver licitação para liberar o dinheiro. Então, resolvemos chamar a imprensa para pressionar antes que aconteça uma tragédia”, ressaltou Cleo que ainda afirmou. “Se o problema não for resolvido o quanto antes vamos fazer uma grande manifestação”.
O prefeito em exercicio Edinaldo de Menezes, o Dedé afirmou a nossa reportagem que a realização da obra está prevista para a segunda quinzena de outubro. “A verba para construção de um muro de arrimo está prevista, porem estamos aguardando o processo licita tório”, explicou Dedé.
Por Cibele Leão
Fonte: Jornal A Voz de Ribeirão Pires - 23/07/10
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